Para
onde foram os vereadores que não houve sessão na noite desta quarta-feira?
Hoje não foi uma noite inusitada para
os que se acomodavam nas cadeiras da plenária da Câmara de Vereadores, para
assistir mais uma sessão aguardada pelos fatos ocorridos na semana passada, e
nem uma surpresa pela falta de quórum. Era o previsto. O presidente da casa
doente, um clima de velório de uma parte (acho que tinha até carpideira), de
semblante jubiloso do outro. E não adianta dizer que não estamos felizes com os
acontecimentos (NÃO PELO MAL QUE ESTÃO FAZENDO COM NOSSA ARARIPINA), porque
hipocrisia sim, foi o que vimos até hoje, mas por entender que as
investigações da justiça pode provar o crime que praticaram contra as crianças
da nossa educação, dos que precisam de saúde, do transporte e da merenda
escolar. E aí eu pergunto: Quando vamos tornar os casos de improbidade
administrativa, por desvios de dinheiro público, crimes hediondos?
O Vereador Líder da Situação –
Francisco Edvaldo, até esteve presente na câmara, mas me pareceu que ele
articulava com os seus pares de bancada, uma evacuação, para que não fosse
deliberada a sessão. A Vereadora Camila Modesto, que assumiria a mesa diretora,
foi a porta-voz para a comunicação aos presentes da falta de quórum, e que
estava encerrada a sessão.
Talvez tarde, ou talvez contidos,
eles começam a raciocinar mais, para não falar pelos cotovelos e criar
situações mais complicadas, tentando dar explicações estapafúrdias para o que
parece óbvio. Devem aguardar o parecer da justiça e os próximos passos das
investigações iniciadas pela PF e a CGU, quando deflagraram a Operação Paradise
em Araripina, por suspeita de desvios de recursos públicos da Educação, para os
seus pronunciamentos. Espero, mais cautelosos.
E nós da imprensa, ficamos sempre à
espreita para um novo capítulo, um novo enredo, e um novo resultado. E que seja
bom para Araripina, porque não aguentamos mais uma cidade que vem sendo
ignorada, maltratada, e lesada, faltando tudo para os seus munícipes.
E que venha a próxima sessão.

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