Delegados da Polícia Civil não vão participar das operações do Pacto
Pela Vida.
Os delegados da
Polícia Civil de Pernambuco decidiram, em assembléia realizada na manhã desta
sexta-feira (26), que não vão participar das operações do Pacto Pela Vida. A
informação foi divulgada pela Associação de Delegados de Pernambuco por meio de
nota.
Na próxima
quinta-feira (02) delegados e policiais se reúnem num ato em frente a
Secretaria do Planejamento e Gestão de Pernambuco (Seplag), no bairro de Santo
Amaro, no Centro do Recife.
Essa decisão faz
parte das novas medidas adotadas pela categoria para reivindicar melhores
condições de trabalho e uma reestruturação da carreira. Entre outras
deliberações, os delegados decidiram entregar os equipamentos de proteção
individual vencidos, as jornadas voluntárias extraordinárias e irão continuar
priorizando a ordem cronológica na resolubilidade de inquéritos policiais.
Atualmente, os
delegados contam com 30 faixas salariais, com progressões anuais, o que, de
acordo com a categoria, praticamente impede que os novos delegados cheguem ao
último nível. A Polícia Civil do Estado têm o pior salário do país, embora, de
acordo com a categoria, seja nacionalmente uma das mais eficientes em resolução
de casos de homicídio.
Os delegados
reclamam que recebem um tratamento desrespeitoso do Governo do Estado. “Os
policiais Civis são constantemente vilipendiados, ao ponto de o Governo, para
justificar a falta de equipamentos de proteção individual (EPI) , considerar o
uso de colete à prova de bala ‘excesso de zelo ou capricho’. Isso é um completo
absurdo. Estamos sendo compelidos a trabalhar de graça, sob pena de termos os
salários descontados”, disse o presidente da Associação de Delegados de
Pernambuco, Francisco Rodrigues.
A categoria
retificou que, a desvalorização da Polícia Civil é um problema que compromete a
segurança da sociedade.

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