Tribunal de contas do estado pede
intervenção e afastamento do prefeito de gravatá bruno Martiniano do PTB.
O Tribunal de Contas de Pernambuco
(TCE-PE) pediu a intervenção do governo do estado na gestão do município de
Gravatá, no Agreste do estado, e o afastamento do prefeito Bruno Martiniano
(sem partido). De acordo com tribunal, a gestão teria cometido irregularidades
na construção de escolas, realizado licitações fraudulentas, além de ter
indícios de cometer crimes como desvio de valores para a Previdência Social e
no recolhimento de contribuição para a Receita Federal.
Os auditores do TCE chegaram aos
indícios de irregularidades após investigarem a construção do CAIC de Gravatá.
A escola de referência recebeu em torno de R$ 1,3 milhão de recursos do Fundo
Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). O custo total da obra
seria na ordem dos R$ 2 milhões. Os técnicos do tribunal apontaram falhas na
licitação e, por várias vezes, a prefeitura não respondeu os ofícios com
pedidos de informação.
O pedido de afastamento do prefeito e
a intervenção no município foi formulado pelo Ministério Público de Contas, por
meio do procurador geral, Cristiano da Paixão, e encaminhado à relatora e
conselheira Teresa Duere. O pedido foi acatado, por unanimidade, pelo Pleno do
TCE, na manhã desta quarta-feira.
Além do CAIC, os conselheiros
apontaram irregularidades como a obstrução dos trabalhos de controle externo do
TCE, a contratação direta sem licitação de empresa para serviço de limpeza
urbana e o superfaturamento na contratação no pagamento da empresa responsável
pelo recolhimento do lixo na cidade, a Construções e Serviços Ilimitadas
(Conserv) , nos anos de 2013 e 2014.
O TCE também apontou irregularidades
na disposição do lixo na cidade em aterro sanitário sem licença. Ainda foram
apontados indícios de desvios de valores devidos da Previdência Social (INSS),
sonegação de contribuição patronal, não recolhimento de contribuição à Receita
Federal, além de fraude para afastar licitante de processos. Ou seja,
manipulação de editais para escolher vencedores em editais.
O pedido de afastamento e intervenção
será encaminhado ao Procurador Geral de Justiça do Estado, Carlos Guerra, chefe
do Ministério Público Estadual, para que avalie os casos apontados pelo
TCE. Caso concorde, o pedido será encaminhado ao Tribunal de Justiça de
Pernambuco (TJPE). Se o procedimento for concluído, caberá ao governador Paulo
Câmara (PSB) nomear um interventor para administrar o município até dezembro de
2016, quando se encerra o mandato do atual prefeito.
Justiça Eleitoral -
Recentemente, o prefeito Bruno Martiniano foi absolvido pela Justiça Eleitoral
de uma ação realizada pelo ex-prefeito Joaquim Neto de Andrade Silva (PSDB),
que acusou o atual prefeito de abuso de poder econômico durante as eleições de
2012. Na época, foram apresentadas questões como calçamento de ruas na cidade.
Bruno Martiniano foi eleito pelo PTB, mas, no ano passado, não apoiou a
candidatura de Armando Monteiro Neto, de seu partido, ao governo de Pernambuco.
O prefeito de Gravatá subiu no palanque do atual governador Paulo Câmara (PSB)
e está em busca de um nova legenda.



