quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Vitimas de assassinatos na cidade de triunfo são de oposição ao prefeito.

Questões políticas podem ter motivado o assassinato do vereador Lucimar Feitosa, na noite da última segunda, e a tentativa de homicídio contra o ex-secretário municipal de Agricultura de Triunfo, Genilson Magalhães Silva, ocorrida ontem na cidade, a 355 quilômetros do Recife. O advogado deles, Williams Terto, também foi alvo de bandidos ontem, no mesmo horário em que aconteceu os outros dois crimes. Ele estava na porta de casa quando um homem armado e numa moto se aproximou. Por sorte, o vizinho dele, que é sargento da polícia, conseguiu evitar os disparos. O suspeito fugiu. Comenta-se que havia um quarto nome na lista dos criminosos. 

As vítimas eram de oposição e críticas ferrenhas da atual gestão do prefeito Luciano Bonfim (PR). A reportagem apurou que em dezembro de 2015 eles entregaram ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) uma lista com mais de 150 supostos funcionários fantasmas. As provas teriam sido adquiridas por Genilson, no período em que comandou a Secretaria Municipal de Agricultura. O órgão investiga o caso. O blog tentou entrar em contato com o gestor, mas não obteve retorno.
Informações de bastidor dão conta de que a polícia já tem o nome de três suspeitos de estarem envolvidos no crime. Um deles seria um ex-policial militar, um outro seria político e o terceiro seria um pistoleiro conhecido na cidade. Os agentes também já constataram que a bala que matou Lucimar tem o mesmo calibre das que ficaram alojadas em Genilson. Trata-se de uma pistola calibre nove. Na manhã de hoje a Secretaria de Defesa Social (SDS) determinou prioridade nas investigações, além de deslocar uma equipe do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (CIOSAC/BEPI) para reforçar o policiamento ostensivo no local.


Genilson Magalhães Silva, conhecido como "Nilson do Sindicato" foi alvejado com 13 tiros por um homem numa moto, quando saia de casa, por volta das 21h de ontem. Ele passou por diversas cirurgias e seu estado de saúde é estável. Ele deverá ter alta amanhã do Hospital São Vicente, em Serra Talhada. Foi a segunda vez que ele foi alvejado. A primeira foi em 2013, quando fazia parte do governo municipal.
Já Lucimar Feitosa foi assassinado às margens da PE-320, em Triunfo, na noite da última segunda-feira. De acordo com informações repassadas à polícia, ele seguia de moto quando um veículo o cercou. Ele foi atingido por cinco tiros e morreu na hora. Até o momento nenhum suspeito foi identificado. As motivações do crime ainda são desconhecidas. 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Eleições esse ano aqui no Brasil, 40% preferem candidatos da oposição.  

A insatisfação com os representantes políticos já se manifesta nas pesquisas de intenção de voto para as eleições municipais. De acordo com levantamento do Ibope, mais da metade dos eleitores brasileiros declararam que pretendem votar em candidatos de oposição (40%) ou que não votarão em ninguém (16%).
Os atuais prefeitos são os candidatos preferidos de apenas 22% dos entrevistados. Outros 8% disseram que planejam votar no candidato indicado pelo chefe do Executivo municipal. O restante não sabe ou não respondeu. A pesquisa foi encomendada pela coluna do jornalista José Roberto de Toledo, do jornal O Estado de S. Paulo.
Os indecisos ou insatisfeitos com todos os partidos representam um terço dos entrevistados. O grupo se apresenta como uma saída para os candidatos governistas. O levantamento também mostra que a tendência oposicionista varia de acordo com a região do país: o posicionamento é mais acentuado no Norte e no Centro-Oeste (46%, contra 23% dos governistas) e no Sudeste (42% a 24%), do que no Sul (27% a 33%) e no Nordeste (39% a 41%).
O partido dos candidatos também influencia na sua maior rejeição ou aceitação, como indica a pesquisa. Prefeitos petistas (17%) e seus candidatos (5%) têm, em média, 22% das intenções de voto, contra 33% para oposicionistas. As cidades administradas pelo PT concentram a maior taxa de indecisos: 29% declararam que não votarão em ninguém e 16% não souberam responder.



Presidente Dilma vai liberar R$ 1,1 bi para o Bolsa família.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou, hoje, que, mesmo com o veto da presidente Dilma Rousseff a um trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que tratava de reajuste do pagamento do Bolsa Família, o governo federal vai liberar R$ 1,1 bilhão ao programa para garantir ainda neste ano o aumento do benefício.
Ao sancionar a LDO na semana passada, Dilma vetou trecho que vinculava o reajuste do pagamento do programa ao índice oficial da inflação, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


A assessoria do Ministério do Desenvolvimento Social informou que, embora o governo estime o aumento de R$ 1,1 bilhão para o programa em 2016, ainda não há definição sobre os percentuais que serão adotados, a forma como o reajuste vai se dar ou, sequer, quando os beneficiários receberão o aumento no pagamento.
“Lembramos que, entre janeiro de 2011 e junho de 2015, o benefício médio do Bolsa Família acumulou aumentos de 78,35%, muito acima, portanto, da variação do IPCA do período”, informou a pasta em nota.
Conforme a assessoria do ministério, cerca de 14 milhões de famílias recebem atualmente o Bolsa Família e não há previsão de aumento no número dos beneficiários em 2016. Ainda de acordo com o governo, o pagamento médio do programa é de R$ 164 mensais por família.
Uma das principais bandeiras dos governos do PT, o programa foi criado durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e completou 12 anos em outubro do ano passado. Desde que foi criado, o programa está sob a gestão do Ministério do Desenvolvimento Social.
Na justificativa do veto ao trecho que trata do Bolsa Família na LDO, Dilma alegou que o texto aprovado pelo Congresso Nacional não apresentava a previsão de verba para isso e que, "se sancionado, o reajuste proposto, por não ser compatível com o espaço orçamentário, implicaria necessariamente o desligamento de beneficiários do Programa Bolsa Família".



Presidente Dilma Roussef  inicia agenda de trabalho de 2016 com desafios na politica e na economia.   


Após passar o réveillon com a família em Porto Alegre (RS), a presidente Dilma Rousseff inicia nesta segunda-feira (4) a agenda de trabalho de 2016 no Palácio do Planalto com desafios nas áreas política e econômica. A previsão é que, pela manhã, a presidente reúna-se com o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e tenha reuniões com assessores.
 

A presidenta Dilma manifestou otimismo com 2016 na mensagem de Ano-Novo aos brasileiros, que postou nas redes sociais. Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo no dia 1° de janeiro, a presidente também disse esperar um ano melhor e falou sobre temas da economia e política, como o controle da inflação, a manutenção dos ajustes necessários para o equilíbrio fiscal e o pedido de impeachment em análise na Câmara dos Deputados. Sobre a inflação, Dilma disse que o controle da taxa é uma prioridade do governo. “Ela [inflação] cairá em 2016, como demonstram as expectativas dos próprios agentes econômicos”.

Em relação ao momento político que o governo atravessa, registrou no artigo: “Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor”.

Nos últimos dias de trabalho de 2015, a presidenta Dilma fez uma reunião com a equipe econômica do governo e assinou o decreto que reajustou o salário mínimo para R$ 880 a partir de 1° de janeiro.
  
A presidente também sancionou com vetos a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, com data de 31 de dezembro, e traz, entre os vetos, dispositivo que previa reajuste para os beneficiários do Bolsa Família. A presidenta justificou que o reajuste não está previsto no projeto de Lei Orçamentária de 2016. “Assim, se sancionado, o reajuste proposto, por não ser compatível com o espaço orçamentário, implicaria necessariamente no desligamento de beneficiários do Programa Bolsa Família”, explicou na justificativa ao veto. (Jc Online)